quinta-feira, 21 de junho de 2012


Ainda hoje realizei o exame de 9º ano de matemática.
O nível de facilidade era de tal forma ridículo, que tanto eu, como a maior parte dos meus colegas acabou a prova cerca de 30 minutos antes do tempo “regulamentar” (com ainda mais meia hora de tolerância).
Grande parte das questões penso que o meu irmão (aluno de 2º ciclo) conseguiria responder de forma correta.
Há 3 dias, realizei também o exame de Língua Portuguesa. Teste que na minha opinião não teria atingido esse nível de facilidade, mas de qualquer forma, deixa muitas dúvidas relativamente ao nosso nível de ensino.



No meio disto, o que é mais curioso é o fato de os testes Intermédios terem sido muito exigentes, dando ideia de possível evolução ou alteração do sistema de ensino. Pelos vistos, nada mudou… foi apenas uma mera tentativa de ilusão para o público “exterior” ou para nós, o povo português.

Olhemos para esta frase: “Tempos de crise, Tempos de mudança”. Tempos de crise? Sim, com certeza. Tempos de mudança? Talvez sim, talvez não, mas certamente que não é com este tipo de atitudes que vamos alterar alguma coisa!
 Em estilo de bom português, diremos nós: “Estamos a ser governados por incompetentes!”, “O governo atual, é uma miséria!”, etc., etc., etc,…
Estaremos a ser justos? Olhemos para o cerne da questão, por exemplo…
Um professor mostra-se incompetente perante um grupo de estudante de 9º ano (altura em que os jovem começam a ter a sua própria opinião a sua maturidade) ou por não dar toda a matéria, ou por o tempo de aula ser mal aproveitado, ou por esse professor não nos chamar a atenção (da maneira correta) quando temos atitudes incorretas. Se nenhum dos alunos se opor a essa situação, eles também não serão os culpados? E quando eles contam aos pais, e se os pais não reagem, também não terão eles um bom “pedaço” de culpa no cartório?

Uma pequena atitude de “protesto” por algo poderá fazer diferença em algo num contexto global? Não, a resposta é NÃO. Mas, um CONJUNTO DE “PEQUENAS ATITUDES DE PROTESTO” já pode fazer toda a diferença!
Vamos ser mais rígidos com o mundo que nos rodeia. Mais espírito de responsabilidade e muito mais empenho no nosso dia-a-dia!


PS: PORTUGAL passou às meias-finais do Europeu! Força Portugal!

sábado, 16 de junho de 2012

Boas pessoal. Primeiro de tudo, vejam este vídeo, onde os adeptos Irlandeses apoiam a sua seleção à máxima força, numa altura em que perdiam por 4-0, levavam um “banho de bola” e já se encontravam eliminados do Euro 2012:

 Nós portugueses, provavelmente se nos encontrássemos numa situação idêntica, estaríamos a assobiar ou a faltar ao respeito de um conjunto de pessoas que quer queiramos quer não, são nossos representantes máximos deste famoso desporto, o futebol…
 Será relevante a atitude de um povo relativamente à sua seleção de futebol? À primeira vista todos dizemos que são pormenores que não alteram o nosso dia a dia e que são coisas que não interessam minimamente para a evolução económico/financeira/social de um país ou que não tem um significado mínimo para a passagem desta crise Mundial. Se olharmos bem para as coisas, não estamos tão certos quanto isso, vejamos…
Toda a comitiva (equipa técnica/jogadores/outros que não menos importantes) luta para um fim. Trabalha de forma organizada, com rigor e acima de tudo, uma grande PAIXÃO pelo país que representam. Os resultados podem não ser os melhores, mas foram eles (Figo, Rui Costa, Eusébio, Mourinho, Cristiano Ronaldo, Nani, etc.) que deram a conhecer este “pedaço de mapa” ao resto do mundo. Foram eles que chegaram à final em 2004 com todo o empenho possível, tal como acredito que esta geração o está a tentar.

Resumindo, eles lutam por um coisa que é de louvar… quer o atingão, ou não. Eles, que fazem tudo isto recebem eventualmente os piores insultos que se possam imaginar se perdem um jogo no Europeu. Eles, que não o merecem…
 Podemos transferir as atitudes que tomamos relativamente a um desporto, para o nosso dia-a-dia. Porque é que em vez de acordarmos e lamentarmo-nos desta enorme crise que afeta qualquer um, não agimos? Todos temos um pouco para dar, todos temos um contributo!
Os jogadores da nossa seleção dão o seu contributo, á sua maneira. Quer percam quer ganhem, VAMOS APOIAR A NOSSA SELEÇÃO!

Durante esta fase de crise, temos de alterar a nossa atitude derrotista nesta crucial altura de afirmação como país responsável. Temos de cumprir os nossos objetivos e temos de acreditar num futuro melhor. Sem confiança no nosso potencial, não vamos a lado nenhum…